DA PROSTITUIÇÃO AO JOB

ROMANTIZAÇÃO DO TRABALHO SEXUAL FEMININO NA ERA DIGITAL SOB A PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.14295/revistadaesmesc.2026e536

Palabras clave:

Prostituição; direitos humanos; trabalho sexual feminino; era digital.

Resumen

O presente artigo tem como objetivo analisar a romantização do trabalho sexual feminino na era digital, no contexto brasileiro, especialmente a partir da pandemia da COVID-19, sob a perspectiva dos Direitos Humanos. A pesquisa buscou compreender de que forma ocorreu a transição da prostituição de rua, historicamente estigmatizada, para o modelo de trabalho sexual digital, frequentemente denominado job e associado a discursos de glamour e liberdade nas plataformas online. A partir de uma abordagem histórica e comparativa, o estudo contextualiza a evolução do trabalho sexual no Brasil, destacando os impactos sociais, jurídicos e simbólicos dessa migração ao meio digital. Também foi examinada a ausência Revista da ESMESC, de regulamentação específica, que contribui para a precarização e invisibilidade dos direitos das profissionais do sexo no Brasil. Conclui-se que, embora o ambiente digital tenha possibilitado novas formas de atuação, ele também reforça desigualdades e invisibiliza as condições reais enfrentadas por essas mulheres, tornando urgente a formulação de políticas públicas inclusivas e uma abordagem baseada na garantia dos direitos humanos.

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Biografía del autor/a

Nathalia Espindola Kruel, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Mestranda em Direito pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD) do Curso de Mestrado em Direitos Humanos da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Pós-graduada em Direito Digital (2025) pela Faculdade Legale (FALEG) (2024). Especialista em Direitos Humanos e Ressocialização pela Faculdade Dom Alberto (FDA) (2022). Advogada inscrita na OAB/RS sob o número 132.441. Lattes: http://lattes.cnpq. br/6400964882405545. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-2654-2473.

Doglas Cesar Lucas, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ

Doutor em Direito pela Unisinos e Pós-Doutor em Direito pela Università Degli Studi di Roma Tre, Itália. É professor dos Cursos de Graduação, Mestrado e Doutorado em Direito na UNIJUÍ e professor no Curso de Graduação em Direito da Faculdade Cnec Santo Ângelo. Avaliador do MEC/INEP. Pesquisador do Instituto Jurídico Portucalense e pesquisador colaborador do IBEROJUR. Advogado. Membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Lattes: http://lattes.cnpq.br/1332521470619712. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3703-3052.

Publicado

2026-10-15