DA PROSTITUIÇÃO AO JOB
ROMANTIZAÇÃO DO TRABALHO SEXUAL FEMININO NA ERA DIGITAL SOB A PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS
DOI:
https://doi.org/10.14295/revistadaesmesc.2026e536Palavras-chave:
Prostituição; direitos humanos; trabalho sexual feminino; era digital.Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a romantização do trabalho sexual feminino na era digital, no contexto brasileiro, especialmente a partir da pandemia da COVID-19, sob a perspectiva dos Direitos Humanos. A pesquisa buscou compreender de que forma ocorreu a transição da prostituição de rua, historicamente estigmatizada, para o modelo de trabalho sexual digital, frequentemente denominado job e associado a discursos de glamour e liberdade nas plataformas online. A partir de uma abordagem histórica e comparativa, o estudo contextualiza a evolução do trabalho sexual no Brasil, destacando os impactos sociais, jurídicos e simbólicos dessa migração ao meio digital. Também foi examinada a ausência Revista da ESMESC, de regulamentação específica, que contribui para a precarização e invisibilidade dos direitos das profissionais do sexo no Brasil. Conclui-se que, embora o ambiente digital tenha possibilitado novas formas de atuação, ele também reforça desigualdades e invisibiliza as condições reais enfrentadas por essas mulheres, tornando urgente a formulação de políticas públicas inclusivas e uma abordagem baseada na garantia dos direitos humanos.
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