CONSTELAÇÃO FAMILIAR E A PROMOÇÃO DA ECONOMIA DO MEDO: MAIS UMA DAS MUITAS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Cláudia Galiberne Ferreira, Heitor Ferreira Gonzaga, Romano José Enzweiler

Resumo


Neste artigo, analisam-se o conceito, origens e estrutura da constelação familiar, terapia divulgada por Bert Hellinger. Evidencia-se, lado outro, a ligação havida entre constelações familiares e alienação parental, elementos de um mesmo bloco de medidas que perpetuam as violências praticadas contra as mulheres. Sublinha-se o caráter machista da teoria e seu intuito de nulificar o sistema protetivo dos vulneráveis previsto na Constituição Federal e materializado no Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como na Lei Maria da Penha. É posta em discussão, também, a cientificidade da técnica aqui debatida, apresentando-se, depois, a teoria central como proposta pelo próprio Hellinger. Neste ponto, sem filtros e sem descontextualizações, são transcritos excertos da extensa obra de Hellinger, confirmando-se as hipóteses lançadas de início. Por fim, são postas em xeque as ações do SUS quanto ao financiamento da pseudociência e, ainda, a legitimidade do Judiciário na sua aplicação nos fóruns de justiça.


Palavras-chave


Constelação familiar; Pseudociência; Poder Judiciário; Financiamento SUS

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DOI: https://doi.org/10.14295/revistadaesmesc.v28i34.p116

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Revista da ESMESC, Florianópolis, ISSN 1519-8731 (impresso), ISSN 2236-5893 (eletrônica).